A viagem estava tranquila na noite que íamos chegando em Viña del Mar, até que a uns 40km antes da cidade a Jabiraca resolveu esquentar de novo. Aiaiaiaiai.... Já era noite e optamos por não parar o carro na estrada. Estávamos estranhando o novo ambiente do Chile, com uma linguagem diferente de sinalização, autopistas rápidas, polícia desconhecida e carrancuda, pedágios e tudo mais... Só que a Jabiraca esquentou muito e fomos obrigados a parar em um vilarejo antes de Viña. Coloquei água no radiador e seguimos viagem. Mas fiquei com uma pulga atrás da orelha: oque está havendo com esta naba?!?!? Na manhã seguinte fui a um concessionário autorizado Subaru de Vinã del Mar e comprei uma nova tampa para o radiador, por onde parecia estar vazando água.
Andamos dois dias em Viña e tudo bem. O carro não aqueceu e eu estava faceiro “que nem gordo de camiseta” porque parecia que estava tudo resolvido!
O próximo passo da nossa viagem era Pucon e tomamos o rumo de manhã cedo na esperança de fazer a viagem em um dia (eram 900km). Mas........... problemas........ Antes de chegar em Casablanca, a menos de 50km de Viña o bixo estava quente de novo. Comecei a temer pelo pior: Junta de motor queimada. Bateu o desespero e a minha cara de bunda e desespero era evidente. Passavam pela minha cabeça coisas como: como vamos chegar a Pucón?, onde dormir neste fim de mundo? como vamos voltar ao Brasil?, quanto vou gastar pra resolver essa parada? Será que deixo o carro aqui mesmo e pegamos um avião? Acabou a viagem?
A Dalin teve a cabeça fria e a primeira coisa que ela fez foi abrir uma cerveja. Depois ela sabia que estávamos próximos a uma vinícola chamada “ Casa del Bosque”. Decidimos ir até lá tomar um vinho. E depois da vinícola mudamos o rumo da estrada de Pucon para Santiago, onde teríamos mais recursos mecânicos. A Dalin não queria voltar para Viña porque “quem volta atrás é caranguejo”. Encontramos no gps um POI de um autorizado Subaru de Santiago e fomos até lá. Na autorizada em Santiago o sujeito nos que nos atendeu fez uma “sangria de ar” do sistema de refrigeração e nos disse que aparentemente estava tudo bem e orientou a observarmos o carro. Assim fomos até Talca sem problemas , e que foi o local onde passamos a noite (motel de beira de estrada – honesto).
Saimos cedo de Talca e adivinhem: a jabiraca esquenta de novo..... porra do cu do caralho.....
Tivemos que parar em chillan para um novo conserto na tampa do radiador que continuava vazando..... e perder mais duas ou três horas de estrada.
Conserto feito e voltamos para a estrada. E a maldita volta a esquentar #^~%*L (L: caralho de novo. Então tivemos que andar devagar e cada vez que o bixo esquentava eu parava e botava água no radiador..... fomos assim até Villaricca.
A situação ficou melhor só depois que o dono da pousada que escolhemos disse que tinha um carro igual ao meu. E que conhecia um mecânico especialista em Subaru na cidade. É incrível. O dono da pousada ficou olhando o meu carro por uma meia hora para ver as diferenças entre o dele e o meu. O sujeito é um fã de Subaru. Disse que o que tinha antes salvou a sua vida em um acidente de carro.
Enfim, o Dono da pousada me apresentou ao mecânico, que tbm tinha um Subaru e combinamos que iria me receber na oficina na 6ªf as 9:00hs.
Nesta 6ªf pela manhã fui ao mecânico que abriu a válvula termostática para “aliviar” o motor. Parece que funcionou... como teste subimos até o topo do vulcão Vilaricca, uns 3000m de altura em uma subida pior que a serra do Pinto em Maquiné, e a Jabiraca não esquentou e nem perdeu água.
Mas o tango continua pq na oficina tivemos certeza que a junta do cabeçote está queimada. Saiam muitas bolhas de dentro do radiador.... na 2ªfeira vamos decidir oque fazer.....
CONTINUA.......
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